entrevistas

  • Roberto Corrêa

    “Muitas vezes, quando eu toco viola, as pessoas falam:
    viola dá uma saudade de não sei o quê.”

    Entrevista com o músico, professor e pesquisador Roberto Nunes Corrêa, morador de Brasília-DF.

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  • Zé Mulato e Cassiano

    “Foram modernizando tanto, modificando tanto…
    Que nós ficamos diferentes só por continuar no que era.”

    (Zé Mulato)

     

    “O povo tem uma visão errada do caipira.
    Nós é caipira, mas nós não é besta não sô!”

    (Cassiano)

    Entrevista com os músicos José das Dores Fernandes (Zé Mulato) e João Monteiro da Costa Neto (Cassiano), irmãos que formam a dupla Zé Mulato e Cassiano. Moradores de Taguatinga-DF.

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  • Donzílio Luiz

    “Cantina de Zé Nicolau, primeiro ponto de cantoria de Brasília. Isso não é dito por mim, é por todos que conhecem da história. Primeiro ponto de cantoria de Brasília: cantina de Zé Nicolau. Sabe onde ficava? Nem vai saber nunca mais. Não vai conhecer nunca mais, porque não existe mais: Vila Amaury, que o Lago Paranoá cobriu.”

    Entrevista com o repentista e escritor Donzílio Luiz de Oliveira, morador de Ceilândia-DF.

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  • Zé Moacir

    “A memória é a arma fundamental do repentista.”

    Entrevista com o repentista José Moacir de Souza (Zé Moacir) morador de Ceilândia-DF.

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  • Pedro Vaz

    “A memória é o que nos faz ser, não é? A gente é o que é pelas nossas memórias também. Porque através delas é que a gente caminha no mundo, ou na arte, ou na vida pessoal. Em qualquer circunstância, o que você tem pra ver o mundo é o que você traz dentro de você, que é a sua memória. E um pouco de inspiração, intuição, que não está necessariamente ligado à memória. Mas as nossas memórias são as nossas cartas na manga, aquilo que a gente tem pra recorrer do que a gente sabe, do que a gente viveu, do que a gente conhece, do que a gente não conhece. Acho que é um pouco isso. Nossa parceira de ver o mundo, de viver no mundo, de fazer o mundo.”

    Entrevista com o musicista Pedro Vaz, morador de Brasília-DF.

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  • Aparício Ribeiro

    “A viola é feiticeira.
    Você escutou um batido desse aqui…

    Você fala:
    – É hoje!
    – É agora!
    – É amanhã!
    – É depois de amanhã!

    E pronto.
    Viva a viola!
    A viola é importante, não é mesmo?”

    Entrevista com o músico Aparício Ribeiro, morador de Taguatinga-DF.

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  • Cacai Nunes

    “O instrumento ganhou bastante nos últimos anos, muita gente nova estudando pra caramba. Essa coisa do choro é uma realidade que realmente amplia as possibilidades do instrumento. Não que tocar essencialmente choro vai ser fundamental, mas você entender um pouco dessa realidade do choro faz com que você toque vários tipos de música. Porque o choro é base pra muita música no Brasil. ”

    Entrevista com o músico Carlos Eduardo Nunes Pinheiro (Cacai Nunes), morador de Sobradinho-DF.

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  • João Santana

    “O nosso bioma chamado cerrado
    Tem paca, tatu e tem tamanduá
    Tem onça pintada, tem lobo guará
    Nascente bonita tem pra todo lado
    Ipê amarelo todo ornamentado
    Sombra de pequi pra se admirar
    E no tempo da seca começa a queimar
    Que os tolos não têm mínimo coração
    E o verde se torna cinzas sobre o chão
    Nos dez de galope da beira do mar.”

    Entrevista com o cantador repentista João Santana Mauger, morador de Lago Norte-DF.

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  • Zitão

    “Alvorada é o começo, é a abertura da Folia.
    Antes de você alvorar uma Folia você não pode fazer um cantorio. Não pode fazer um cantorio sem alvorar a bandeira. Então, depois que alvora você pode fazer qualquer obrigação, fazer um cantorio, fazer uma saudação de cruzeiro e de altar, passar dentro de qualquer uma igreja…
    Mas, antes disso, sem alvorar não é possível.”

    Entrevista com o guia de Folia Manuel Araújo de Souza (Zitão), morador de Planaltina-DF.

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  • Chico de Assis

    “Eu simulava muito na roça: colocava minha enxada em pé, colocava o meu chapéu na enxada… E fazia um verso por mim e um verso pela enxada, como se fosse outro cantador. E eu dava um nome e ficava fazendo essa viagem, como se estivesse cantando com alguém. Às vezes, até a voz eu mudava…”

    Entrevista com o repentista, cordelista, produtor cultural e arte educador Francisco de Assis Silva (Chico de Assis), morador de Ceilândia-DF.

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  • Joaquim de Felipe

    “[Antigamente],
    mulher não podia participar,
    mulher não podia dançar Catira,
    mulher não podia cantar – que os antigos não aceitavam.
    Era só os homens.
    E inclusive eram só os homens mais velhos,
    porque não tinha oportunidade de os novos aprenderem.
    Por isso que os foliões acabaram, foi acabando…”

    Entrevista com o guia de Folia Joaquim Luís de Sousa (Joaquim de Felipe), morador de Planaltina-DF.

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  • Carol Carneiro

    “Canto na beira da estrada
    pra chegar na casa
    de quem pra mim é doutor

    Eu estou de malas prontas
    pro destino, pro divino
    Deus me abençoar

    Esse é o caminho que eu traço
    Eu mesmo corro, eu mesmo acho
    Mulher e homem tem seu valor”

    (Trecho da música “O fogo e a peneira”, de Carol Carneiro)

    Entrevista com a cantora e musicista Carol Carneiro, moradora de Brasília-DF.

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  • Marcello Linhos

    “A memória fez com que eu redescobrisse sons,
    que eu redescobrisse um interior que fica guardado,
    às vezes esperando ser pinçado.
    Essa memória é uma memória que vem desde a infância,
    desde antes de você ser criança, da pré infância,
    em que você vai colocando tijolinhos…
    Vai compondo um quebra-cabeça que vai
    ficando guardado dentro de você.”

    Entrevista com o músico Marcello dos Santos Nunes (Marcello Linhos), morador de Brasília-DF.

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  • Marcos Maciel

    [Sobre cantar na Folia do Divino de Planaltina:]

    “Olha, é um turbilhão de emoções. Dá vontade de chorar, arrepio no corpo… Eu sinto assim. Na minha mente eu vejo uma luz que vem do céu e passa por mim – eu já vi isso várias vezes. Eu vou cantar de olho fechado pra me concentrar. Mesmo porque, quem canta ali não é a gente. A gente é um instrumento do Espírito Santo, ele canta através da gente.”

    Entrevista com o músico, contraguia de Folia e professor de viola Marcos Francisco Maciel, morador de Planaltina-DF. 

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  • Marcos Mesquita e Vitor Mesquita

    “A memória de um país é uma coisa fundamental.
    Uma das coisas principais do Brasil, da crise moral, é falta de memória. Saber a origem. Nós, como brasileiros, perdemos um pouco ou muito o fio da meada. Então a gente tem que buscar nos ensinamentos dos antigos.”

    (Marcos Mesquita)

    Entrevista com Marcos Mesquita, com participação especial de Vitor Mesquita, pai e filho que juntos formam o duo Viola Progressiva. Moradores de Brasília-DF.

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  • Messias de Oliveira

    “A cantoria é igual à lua, não fica velha e nem feia.”

    Entrevista com o repentista Messias de Oliveira, morador de Santa Maria-DF.

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  • Valdenor de Almeida

    “A nossa cultura é a nossa identidade, é a nossa raiz.
    Se você perder sua identidade, você não é ninguém.
    A planta, se perder a raiz… Morre o resto.”

    Entrevista com o repentista e professor Valdenor de Almeida Araújo, morador de Brasília-DF.

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  • Ivo Amancio

    “Eu acho que pra fazer um instrumento
    tem que colocar sentimento também nisso.
    Não é só na hora de tocar, é na hora de construir
    – também tem que ter sentimento.”

    Entrevista com o gestor, músico e luthier Ivo Zacarias Amancio, morador de Taguatinga-DF.

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  • Dyego Violeiro

    “A viola toca tudo.
    A viola é, como diz o nosso grande amigo Aparício Ribeiro, a viola é a célula mãe da música caipira. E é bom lembrar disso: a viola toca tudo, desde o caipirão até rock, se quiser, a viola executa. Então, a nossa viola está de parabéns.”

    Entrevista com o músico e construtor de violas Onicio Rosa da Silva (Dyego Violeiro), morador de Ceilândia-DF.

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  • Volmi Batista

    “A viola é esse instrumento mágico. Por que ela tem todas essas coisas brasileiras em torno dela. As fitas… Por quê as fitas? O que são as fitas? O que é o guizo de cascavel? O que são as coisas de ‘estralar os dedos’? Entendeu? Então, é isso que torna a viola esse instrumento maravilhoso, mágico… Do Brasil e genuinamente brasileiro.”

    Entrevista com o produtor cultural Volmi Batista da Silva, morador de Taguatinga-DF.

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  • Advogado e Engenheiro

    “O que mandava na época era o circo.
    Mas se um circo se instalasse numa cidade
    e não tivesse viola… Não tinha espetáculo.
    Circo sem viola não era circo.”

    (João Pedro da Silva)

    Entrevista com os músicos e luthiers João Pedro da Silva e Alexandre Aden Alves Silva, pai e filho que juntos formam a dupla Advogado e Engenheiro. Moradores de Taguatinga-DF.

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